Não faço cerimônia
Não sou um bom partido
Tendo para os vícios
Posso causar desgosto
Sou um pervertido
Livre leve e solto
Um vagabundo astuto
Um vira-lata escroto
Mas você pode se divertir
Mas você pode se divertir
Eu não tenho regra
Não tenho destino
Vivo entre profanos
E anjos decaídos
Sou um cão devasso
Mundano e explosivo
Um pecador convicto
Um anti-herói vendido
Mas você pode se divertir
Mas você pode se divertir
segunda-feira, 18 de abril de 2011
domingo, 25 de julho de 2010
Namorada minha
Se eu escolhesse algo
E que esse algo fosse por ti,
Por ti escolheria
Ser poeta
O escolheria para
Fazer de você meu verso
Não ao acaso,
Mas com um pretexto:
Te colocar nas minhas estrofes
E na minha vida!
Poeta eu?
Te tenho nas minhas palavras
E agora
Te quero na minha cama,
Para que possa escrevê-la
Pela manhã
E inspirar os apaixonados
Eu te quero, não como métrica
Quero a sua rima
Quero quê nosas almas rimem
Assim como nossas vidas.
Quero que o seu lirismo
Seja compartilhado comigo
E que seja o meu
Poesia?
Para que serve?
Não sei
Quero fazer amor
E amor eu faço com poesia
Sim, sou um idiota
Idiota por ser amante
Da forma que te dou em palavras
E ...
Você merece mais do
Que sou capaz de descrever
Como eu posso dizer que te amo?
Te encho de amor
Verso meu
Meu melhor predicado, substantivo perfeito;
Inspiração minha
Gostaria de lhe chamar "minha Poesia”
Mas a vida faz com que
Eu tenha que me contentar com
"Minha namorada".
E que esse algo fosse por ti,
Por ti escolheria
Ser poeta
O escolheria para
Fazer de você meu verso
Não ao acaso,
Mas com um pretexto:
Te colocar nas minhas estrofes
E na minha vida!
Poeta eu?
Te tenho nas minhas palavras
E agora
Te quero na minha cama,
Para que possa escrevê-la
Pela manhã
E inspirar os apaixonados
Eu te quero, não como métrica
Quero a sua rima
Quero quê nosas almas rimem
Assim como nossas vidas.
Quero que o seu lirismo
Seja compartilhado comigo
E que seja o meu
Poesia?
Para que serve?
Não sei
Quero fazer amor
E amor eu faço com poesia
Sim, sou um idiota
Idiota por ser amante
Da forma que te dou em palavras
E ...
Você merece mais do
Que sou capaz de descrever
Como eu posso dizer que te amo?
Te encho de amor
Verso meu
Meu melhor predicado, substantivo perfeito;
Inspiração minha
Gostaria de lhe chamar "minha Poesia”
Mas a vida faz com que
Eu tenha que me contentar com
"Minha namorada".
terça-feira, 22 de junho de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Quem ama a outrém é porque quer se eternizar nele, o que não é eterno não é real, só o amor é eterno e eterniza!
O amor é o único que é capaz de fazer frente ao transitório e ao corruptível. Unamuno nos ensina que é somente o amor que preenche e eterniza a vida. Sem este ela seria somente um vazio que não faria nenhum sentido existencialmente falando. O amor é o único que pode lutar contra a possibilidade que há em nós desaparecermos e não sermos nada. Só há uma coisa que pode se colar contra o destino: é somente o amor, que não apenas se coloca contra o destino, mas o vence.
Agostinho nos fala que qualquer decisão é tomada por amor: eu lhes pergunto meus amigos, se suas grandes escolhas na vida não foram feitas por amor, se não foi Ele o determinante de sua escolha? Para Unamuno é sempre o amor que se relaciona com o destino pois é ele é oposto ao acaso. O amor é o determinante do destino...
Qual é o nutriente da vida? O coração. Qual é o nutriente do coração? Unamuno nos diz que é o amor, o amor à vida é o nutriente básico que alimenta o nosso desejo de perpertuar-se de continuar a existir, só o amor é que nos aproxima do divino, que rompe com a nossa mera materialidade. O amor é a demonstração anímica que há em nós:é o que mais de divino em nós vive. Só nele nos tornamos eternos!
Agostinho nos fala que qualquer decisão é tomada por amor: eu lhes pergunto meus amigos, se suas grandes escolhas na vida não foram feitas por amor, se não foi Ele o determinante de sua escolha? Para Unamuno é sempre o amor que se relaciona com o destino pois é ele é oposto ao acaso. O amor é o determinante do destino...
Qual é o nutriente da vida? O coração. Qual é o nutriente do coração? Unamuno nos diz que é o amor, o amor à vida é o nutriente básico que alimenta o nosso desejo de perpertuar-se de continuar a existir, só o amor é que nos aproxima do divino, que rompe com a nossa mera materialidade. O amor é a demonstração anímica que há em nós:é o que mais de divino em nós vive. Só nele nos tornamos eternos!
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
ADOLESCÊNCIAS
Estive nestes últimos dias ouvindo sons que me remeteram à adolescência. O tema central dessas músicas são a angustia e a esperança, isso é coisas da própria vida. Aparece neste estilo musical a falta de fé que há em nós, o desespero de que há a possibilidade de a vida não significar nada. É meu caro amigo, talvez ela nada signifique mesmo, mas ainda tenho fé nela!
Nessas musicas se canta uma desilusão de que não nos reste alguma humanidade. Para mim não há mesmo; será que o nosso mundo ainda pode ser mudado? É o que cantam esses idiotas. Aos 16 anos de idade pensei que ao fazer filosofia mudaria o mundo era apaixonado e embalado por essas letras do quixotescas de Rock e Metal.
Hoje Não falta muito para que se tenha passado 10 anos, já não tenho mais a esperança de que o mundo mude.
Alguns de meus amigos brincam ao dizer que o que escuto é demasiado adolescente e vazio. Devo concordar. Eles ao deixarem a adolescência tornaram-se intelectuais o que para mim equivale a pessimistas. Leio nas letras do Infinit do Stratovarius o mesmo que encontro em algumas literaturas intelectualóide que têm tornado-se clichê as quais são laureadas, entretanto, esses meus caros amigos, não partilhariam de tal interpretação acerca de tal letras. A questão ao qual faço um apelo a vocês é a de que ninguém dá ouvido à garotos. São apenas adolescentes rebeldes que cantam o vazio do homem de nosso século: pois é, são garotos!
Chamam-lhes imaturos. Sim, tenho que concordar em certos aspectos. Mas caberia outra definição aos economistas que desencadearam a bolha especulativa de 2008? Nós os chamamos “intelectuais”, ou outra coisa ainda mais impactante em nossos dias, “executivos”, não há mais ufana e presunçosa posição hierárquica. Intelectuais estes executivos?! Não, esse ai ta fora de moda. Para estes executivos sustentabilidade do mundo se pauta em superávits, mas, eu não sou intelectual o suficiente pra saber o que é isso. Reconheço como também sei como ignorante que sou que o futuro do mundo não se baseia neste preceito. Mas dirão que eu desconheço os preceitos do liberalismo e da economia.
Houve o tempo em que o banqueiro fora o símbolo do capitalismo, não que este deixará de sê-lo, mas nesta atual conjuntura promovida por este neoliberalismo e corporativismo, o executivo se ascenderá como símbolo maior e já o é juntamente com o banqueiro.
Mudar o mundo eu? A adolescência se foi! Dia virá em que se lembrarão da época em que se interpretará a adolescência dos anos 2000 como a que se negou a si própria. Os jovens serão lembrados como nostálgicos de um mundo que promove uma cultura alheia intelectualóide e reacionária.
Mudar o mundo eu? A adolescência está ai. Dia virá em que se lembrarão da época em que será interpretada como a que foi guiada por adolescentes. Todavia estes jovens não se negaram, não só s não se negam como são afirmados e colocados como o suprassumo de nossa sociedade. O pior é que a própria sociedade que os elitizam e acentua a ufana posição destas bestas, os elitizam de forma democrática e consciente, os meus amigos sociólogos chamariam isso de legitimação, mas não sou intelectual o suficiente pra entender tais coisas.
Se lembrarão de nossos dias, não a bom grado em que escreverão (os intelectuais do futuro) que os pivôs da decadência do Mundo Moderno esteve na falta de algumas coisas que se ouve em minhas musicas: foi pela falta de fé no humano e de responsabilidade para com este mesmo que levou o mundo a perder toda a sustentabilidade e não falo fundado em superávits primários. Mas isso que discuto aqui são questões mui complexas a um juvenil. A questão é que para o adolescente comandante de nossas sociedades minhas questões nada significam. A sua incompetência já está legitimada!
Algum dia se lembrarão de um mundo que foi comandado por jovens. Os verdadeiros estavam fazendo Samba e pagando de bamba (o que não são). Os que se passam por maduros (o que não são) estavam roubando todo o futuro dos que deveriam estar fazendo papel de agentes do porvir. Contudo nossos jovens estão preocupados em lutar e manter um passado. Querem cantar musicas de um pretérito político que não mais se conjuga no Brasil. Estudantes da USP, PUC e Mackenzie, cada vez mais clichezados e standartizados. Alternativos e retrô, e eu como não tenho esse estilo sou tachado de brega e um afirmador da indústria cultural – outra questão que tornou-se clichê!
Tenho fé na adolescência, não na que nos comanda, e que nos levará a um lugar incerto. Não é essa a sensação de ser adolescente? Caminhante errante? Não meu caro amigo, não é nessa juventude que deposito minha esperança.
Em nosso tempo é necessário depositar fé na adolescência que regogiza-se em experimentar o novo. Não foi esse o papel da juventude que tanto cultuamos? Meus estimados amigos, o nosso momento é outro. O discurso é ético e não mais político (socialista), mas eu não sou intelectual o suficiente pra discutir isso com vocês meus companheiros de pesquisa!
Só a adolescência pode nos resgatar da irresponsabilidade para com o futuro de um mundo controlado apenas por falsas sustentabilidades; é necessário fé, pois sou um jovem no sentido que demanda o termo e de como demanda também o agora! O problema é que os outros jovens estão sambando e pagando de bambas, acreditam ser dessa forma humanistas e intelectuais, mas vejo que o pessimista aqui sou eu que não estou sambando.
E minha música ainda é alvo de pilhéria. A diferença essencial está no Mundo em que cada um vive: uns cantam o futuro outros dançarão nele. Eu fiz minha escolha, Não sou Bamba nem Malandro.
http://www.youtube.com/watch?v=lFYK3rQc8Tk
Nessas musicas se canta uma desilusão de que não nos reste alguma humanidade. Para mim não há mesmo; será que o nosso mundo ainda pode ser mudado? É o que cantam esses idiotas. Aos 16 anos de idade pensei que ao fazer filosofia mudaria o mundo era apaixonado e embalado por essas letras do quixotescas de Rock e Metal.
Hoje Não falta muito para que se tenha passado 10 anos, já não tenho mais a esperança de que o mundo mude.
Alguns de meus amigos brincam ao dizer que o que escuto é demasiado adolescente e vazio. Devo concordar. Eles ao deixarem a adolescência tornaram-se intelectuais o que para mim equivale a pessimistas. Leio nas letras do Infinit do Stratovarius o mesmo que encontro em algumas literaturas intelectualóide que têm tornado-se clichê as quais são laureadas, entretanto, esses meus caros amigos, não partilhariam de tal interpretação acerca de tal letras. A questão ao qual faço um apelo a vocês é a de que ninguém dá ouvido à garotos. São apenas adolescentes rebeldes que cantam o vazio do homem de nosso século: pois é, são garotos!
Chamam-lhes imaturos. Sim, tenho que concordar em certos aspectos. Mas caberia outra definição aos economistas que desencadearam a bolha especulativa de 2008? Nós os chamamos “intelectuais”, ou outra coisa ainda mais impactante em nossos dias, “executivos”, não há mais ufana e presunçosa posição hierárquica. Intelectuais estes executivos?! Não, esse ai ta fora de moda. Para estes executivos sustentabilidade do mundo se pauta em superávits, mas, eu não sou intelectual o suficiente pra saber o que é isso. Reconheço como também sei como ignorante que sou que o futuro do mundo não se baseia neste preceito. Mas dirão que eu desconheço os preceitos do liberalismo e da economia.
Houve o tempo em que o banqueiro fora o símbolo do capitalismo, não que este deixará de sê-lo, mas nesta atual conjuntura promovida por este neoliberalismo e corporativismo, o executivo se ascenderá como símbolo maior e já o é juntamente com o banqueiro.
Mudar o mundo eu? A adolescência se foi! Dia virá em que se lembrarão da época em que se interpretará a adolescência dos anos 2000 como a que se negou a si própria. Os jovens serão lembrados como nostálgicos de um mundo que promove uma cultura alheia intelectualóide e reacionária.
Mudar o mundo eu? A adolescência está ai. Dia virá em que se lembrarão da época em que será interpretada como a que foi guiada por adolescentes. Todavia estes jovens não se negaram, não só s não se negam como são afirmados e colocados como o suprassumo de nossa sociedade. O pior é que a própria sociedade que os elitizam e acentua a ufana posição destas bestas, os elitizam de forma democrática e consciente, os meus amigos sociólogos chamariam isso de legitimação, mas não sou intelectual o suficiente pra entender tais coisas.
Se lembrarão de nossos dias, não a bom grado em que escreverão (os intelectuais do futuro) que os pivôs da decadência do Mundo Moderno esteve na falta de algumas coisas que se ouve em minhas musicas: foi pela falta de fé no humano e de responsabilidade para com este mesmo que levou o mundo a perder toda a sustentabilidade e não falo fundado em superávits primários. Mas isso que discuto aqui são questões mui complexas a um juvenil. A questão é que para o adolescente comandante de nossas sociedades minhas questões nada significam. A sua incompetência já está legitimada!
Algum dia se lembrarão de um mundo que foi comandado por jovens. Os verdadeiros estavam fazendo Samba e pagando de bamba (o que não são). Os que se passam por maduros (o que não são) estavam roubando todo o futuro dos que deveriam estar fazendo papel de agentes do porvir. Contudo nossos jovens estão preocupados em lutar e manter um passado. Querem cantar musicas de um pretérito político que não mais se conjuga no Brasil. Estudantes da USP, PUC e Mackenzie, cada vez mais clichezados e standartizados. Alternativos e retrô, e eu como não tenho esse estilo sou tachado de brega e um afirmador da indústria cultural – outra questão que tornou-se clichê!
Tenho fé na adolescência, não na que nos comanda, e que nos levará a um lugar incerto. Não é essa a sensação de ser adolescente? Caminhante errante? Não meu caro amigo, não é nessa juventude que deposito minha esperança.
Em nosso tempo é necessário depositar fé na adolescência que regogiza-se em experimentar o novo. Não foi esse o papel da juventude que tanto cultuamos? Meus estimados amigos, o nosso momento é outro. O discurso é ético e não mais político (socialista), mas eu não sou intelectual o suficiente pra discutir isso com vocês meus companheiros de pesquisa!
Só a adolescência pode nos resgatar da irresponsabilidade para com o futuro de um mundo controlado apenas por falsas sustentabilidades; é necessário fé, pois sou um jovem no sentido que demanda o termo e de como demanda também o agora! O problema é que os outros jovens estão sambando e pagando de bambas, acreditam ser dessa forma humanistas e intelectuais, mas vejo que o pessimista aqui sou eu que não estou sambando.
E minha música ainda é alvo de pilhéria. A diferença essencial está no Mundo em que cada um vive: uns cantam o futuro outros dançarão nele. Eu fiz minha escolha, Não sou Bamba nem Malandro.
http://www.youtube.com/watch?v=lFYK3rQc8Tk
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Minha vida:
É preciso direcionar o olhar ao que é belo, a minha tarefa existencial é essencialmente estética!
domingo, 6 de setembro de 2009
Parafrase de Camus, João Batista Clemente
Na minha biblioteca há centanas de livros, todos lidos; na minha vida há dezenas de mulhres... livros lidos pela metade, mulheres mal possuídas.
Aedo: Eros e Phylia à Filosofia
Costumam lhe amar com os sentidos
Mas o amor é um pensamento: é a priori
Antes mesmo deu “vê-la” [ou conhecê-la]
Já em ti pensava
O amor não advém dos sentidos
Não vem contigo, ele não se "manifesta"
Aos sentidos...
É transcendentemente inato:
Sinto-lhe?
Não, pois nem sequer a conheço -nunca a vi!
Não sou digno de conhecê-la nem de vê-la
Alguém o foste?
[...]
Ingrata
Nunca destes-me o carinho necessário
Nunca me tratastes como um amante
Não me dás sentidos, roubas-me estes...
E bricas com eles:
Fizestes me ver com os ouvidos
E escutar com os olhos
[...]
Sempre me desprezastes
Teima em chamar-me apenas "discípulo"
Teimas em apontar minhas faltas
Ainda assim a amo...
[...] Não a vejo, e nunca a verei
Somente penso-te e isto basta-nos
Não a entendo, jamais a entendi
Nunca a entenderei
O amor não precisa de entendimento
É algo a priori
E o possuo cada vez que em ti penso
Eu não sei amá-la
Somente pensá-la
Eis que enquanto amante posso oferecer-lhe:
O meu pensamento
Aquilo que é supra-sensível e icognoscível a outros
Só tu és capaz de me entender!
Porque se tu nao o for ninguém mais o será
Deixo aqui as palavras e vou agora amá-la
Não é uma relação de amizade
É um Eros
Não te penso com a razão
Mas com poesia
Não te escrevo
A canto!
Não te suspiro
Lhe pulso...
Mas o amor é um pensamento: é a priori
Antes mesmo deu “vê-la” [ou conhecê-la]
Já em ti pensava
O amor não advém dos sentidos
Não vem contigo, ele não se "manifesta"
Aos sentidos...
É transcendentemente inato:
Sinto-lhe?
Não, pois nem sequer a conheço -nunca a vi!
Não sou digno de conhecê-la nem de vê-la
Alguém o foste?
[...]
Ingrata
Nunca destes-me o carinho necessário
Nunca me tratastes como um amante
Não me dás sentidos, roubas-me estes...
E bricas com eles:
Fizestes me ver com os ouvidos
E escutar com os olhos
[...]
Sempre me desprezastes
Teima em chamar-me apenas "discípulo"
Teimas em apontar minhas faltas
Ainda assim a amo...
[...] Não a vejo, e nunca a verei
Somente penso-te e isto basta-nos
Não a entendo, jamais a entendi
Nunca a entenderei
O amor não precisa de entendimento
É algo a priori
E o possuo cada vez que em ti penso
Eu não sei amá-la
Somente pensá-la
Eis que enquanto amante posso oferecer-lhe:
O meu pensamento
Aquilo que é supra-sensível e icognoscível a outros
Só tu és capaz de me entender!
Porque se tu nao o for ninguém mais o será
Deixo aqui as palavras e vou agora amá-la
Não é uma relação de amizade
É um Eros
Não te penso com a razão
Mas com poesia
Não te escrevo
A canto!
Não te suspiro
Lhe pulso...
Razão
É pelo Sentido que me guio no meu caminho:
A pele se arrepia!
E você me leva a razão.
E me dá mais sentido...
O perder o Sentido!
Regresso à razão, mas me falta o arrepio!
É o querer que me faz livre?
Não, não mesmo, são teus braços...
Que me prendem e me libertam... Dessa razão de tê-la em meu caminho sem Sentido e sem Razão;
Meu unico Sentido, qual é?
O arrepio!
A pele se arrepia!
E você me leva a razão.
E me dá mais sentido...
O perder o Sentido!
Regresso à razão, mas me falta o arrepio!
É o querer que me faz livre?
Não, não mesmo, são teus braços...
Que me prendem e me libertam... Dessa razão de tê-la em meu caminho sem Sentido e sem Razão;
Meu unico Sentido, qual é?
O arrepio!
Anima
Não quero teu corpo,
Me dê tua alma!
Quero lhe penetrar fundo
Não quero e não te encontro Alma
No olhar
Me dê o suspiro!
É onde a sinto e a encontro
Porque quando lhe penetro fundo
Ali me perco...
É para além do âmago...
Roubo-te o ar e ganho o desejo,
E o suspiro
Ah, a falta [de ar] (...)
A dificuldade do respirar
O salgado do suor e
O gemido do Gozo
Não, não os quero
Isso tudo tampouco me importa!
Não! Não o corpo
Não aspiro isso: Aspiro o infinito o ininteligível;
Aspiro o ar que te roubo!
Me dê tua alma pois
Que o corpo pertence ao Gozo!
Me dê tua alma!
Quero lhe penetrar fundo
Não quero e não te encontro Alma
No olhar
Me dê o suspiro!
É onde a sinto e a encontro
Porque quando lhe penetro fundo
Ali me perco...
É para além do âmago...
Roubo-te o ar e ganho o desejo,
E o suspiro
Ah, a falta [de ar] (...)
A dificuldade do respirar
O salgado do suor e
O gemido do Gozo
Não, não os quero
Isso tudo tampouco me importa!
Não! Não o corpo
Não aspiro isso: Aspiro o infinito o ininteligível;
Aspiro o ar que te roubo!
Me dê tua alma pois
Que o corpo pertence ao Gozo!
Filosofia
Deus perdoou-me por não acreditá-lo. Já o neguei e fui perdoado, mas pelo que vejo em ti não poderei sê-lo...
O que tu me levas a ver constitui minha maior blasfêmia: “Deus não é perfeito”. Ao vislumbrá-la cheguei a essa conclusão: foi contigo que Ele cometeu seu primeiro “erro”, pois lhe deu maior quantidade daquilo que pode ser denominado “Belo”, lhe deu mais beleza e esta foi dada ao acaso, por um acidente, assim sendo, não foi só um erro que se cometeu, Ele também foi injusto: fez-lhe mais bela que as outras!
Fui perdoado por ser um ímpio, por ser blasfemador, mas por vê-la tão Bela não poderei ser remitido; Ele é grandioso, e consegue me afligir: tenho nos meus olhos o meu maior castigo.
Posso ser perdoado pela negação como pela falta de crença, mas não poderei sê-lo por ser um amante dos atributos e predicados do Belo daquilo que em ti vejo!
Tu nascestes com a beleza, fora feita ao acaso e eu por sabê-lo serei castigado mil vezes quando vê-la: pois a verei mil vezes, meu pecado é por ver o acidente Dele em ti... O pecado está nos seus atributos ( e nos meus olhos) e desse nao serei perdoado, está para além do pecado primeiro: todo pecado nasce do olhar e você me traz isso a tona, pois me ensinou a ver o mundo, nao me fez ver Deus no Mundo, mas em Ti mesma...
O que tu me levas a ver constitui minha maior blasfêmia: “Deus não é perfeito”. Ao vislumbrá-la cheguei a essa conclusão: foi contigo que Ele cometeu seu primeiro “erro”, pois lhe deu maior quantidade daquilo que pode ser denominado “Belo”, lhe deu mais beleza e esta foi dada ao acaso, por um acidente, assim sendo, não foi só um erro que se cometeu, Ele também foi injusto: fez-lhe mais bela que as outras!
Fui perdoado por ser um ímpio, por ser blasfemador, mas por vê-la tão Bela não poderei ser remitido; Ele é grandioso, e consegue me afligir: tenho nos meus olhos o meu maior castigo.
Posso ser perdoado pela negação como pela falta de crença, mas não poderei sê-lo por ser um amante dos atributos e predicados do Belo daquilo que em ti vejo!
Tu nascestes com a beleza, fora feita ao acaso e eu por sabê-lo serei castigado mil vezes quando vê-la: pois a verei mil vezes, meu pecado é por ver o acidente Dele em ti... O pecado está nos seus atributos ( e nos meus olhos) e desse nao serei perdoado, está para além do pecado primeiro: todo pecado nasce do olhar e você me traz isso a tona, pois me ensinou a ver o mundo, nao me fez ver Deus no Mundo, mas em Ti mesma...
Necessidades Fisiológicas
"Meus pensamentos são minha indissincrasias" (Diderot), aqui vai, então, um pouco das minha necessidade mais básicas, minhas necessidades mais vitais: a filosofia é para mim como o respirar pra qualquer ser vivo, porém ela ainda me é mais vital, se o oxigenio enche os pulmões e dá vida às células, a filosofia também preenche estes e vai além; ela alimenta o corpo e dá oxigenio à alma! E minh'alma está sedenta por ar! Quanto mais ela o respira , mais falta dele sente ela, Alma incompleta, respirar ofegante, quanto mais te respiro mais me afogo, e nessa falta é que te sinto: afogado em teus ares, faço desses o sentido de viver. Quem pode viver sem o respirar? Eu também não o posso, é por isso que respiro filosofia, e faço dos meus pensamentos minhas indiossincrásias.
Perdas
Se te faltas algo ou se algo lhe fostes tirado, fortaleça aquilo que tu tens! A todos nós falta algo, só que uns sentem mais e outros menos. O que resta de ti é o que tens que fortalecer! Não lasimes o que se foi, apenas fortaleça e estime o que te ficas!
Trecho de um livro de T. Hardy
Hardy retoma um clássico tema: a paixão.
Quando Sue fechou os postigos, Judas reiniciou a sua solitária viagem de volta. "Que fotografia era aquela que ela estava olhando?" perguntou-se ele. Uma vez que lhe dera uma, sua. Mas Sue devia possuir outras, também. Contudo, seguramente devia ser a dele. -Pobre tolo! -
Sabia que voltaria a visitá-la, conforme o convite que lhe fizera. Aqueles homens sérios cuja vida lia, os santos, aqueles que Sue, com gentil irreverência, chamava os seus semideuses, teriam fugido de tais encontros, se duvidassem de suas forças. Mas ele, ele não podia. Poderia jejuar e rezar durante todo o intervalo, mas o humano era nele mais poderoso que o divino.
Quando Sue fechou os postigos, Judas reiniciou a sua solitária viagem de volta. "Que fotografia era aquela que ela estava olhando?" perguntou-se ele. Uma vez que lhe dera uma, sua. Mas Sue devia possuir outras, também. Contudo, seguramente devia ser a dele. -Pobre tolo! -
Sabia que voltaria a visitá-la, conforme o convite que lhe fizera. Aqueles homens sérios cuja vida lia, os santos, aqueles que Sue, com gentil irreverência, chamava os seus semideuses, teriam fugido de tais encontros, se duvidassem de suas forças. Mas ele, ele não podia. Poderia jejuar e rezar durante todo o intervalo, mas o humano era nele mais poderoso que o divino.
Mediocridade
Oh desgraçado papel, vazio e sem vida
Tens o mundo em ti e tu não sabes...
Não, não és desgraçado
Desgraçado sou eu por deixar-me
Intimidar por tua face lânguida.
Pela ausência desse mundo que
Em ti não sou capaz de criar
Por que não te faço mundo?
Por que ousas com minha
Mediocridade brincar?
Faça-se genial verso fútil
Não se deixe morrer pelo
Ontem se torne o amanhã
Faça-se eterno.
[...]
E tu continuas a sorrir minhas faltas
Não sou o gênio que tu esperas
Tu não serás lido na posteridade
Serás enterrado antes de mim
E não sei quem sofre mais
Eu ou tu, nós?
Ambos seremos esquecidos numa gaveta
Seja do cemitério dos homens
Ou seja, no cemitério de poesias
Aquela minha cômoda guarda
Mil outros como ti (papel)
E tu se vingas, eis que acusas que
A gaveta que me aguarda (o cemitério)
Guardam também mil homens como eu
-Sem poesia, sem história, pessoas esquecidas!
Traídas pela gloria e que caíram
No esquecimento do tempo
- Os verdadeiros homens não são enterrados
São eles imortais que
Vivem de seus versos e em seus versos
E tu papel
Sepulta-me antes do momento!
Torna minha morte ainda mais amarga do
Que os que se encontram em gavetas frias
Tu não me ajudas: apenas sorrir-me
Limítrofe eu? Como ousas se Morreremos juntos, mas tu irás
Primeiro, ainda que isso
Signifique a minha sina também.
Em pouco tempo estarás esquecido
No fundo de uma gaveta
Esse será o seu fim, será o meu também.
Ensine-me a dar-te a vida necessária
Para que tu possas me sobrevir!
Seja como for tu estarás
Dentro de instantes esquecido No fundo de uma gaveta
Dentro de instantes!
Aguarde o esquecimento
Por que eu aguardo a minha gaveta
Eis o único fim que levamos
Medíocre Papel!
De quem é a maior desgraça?
Já estáis morta, infeliz poesia
E eu também por não dar-te a vida necessária!
Tens o mundo em ti e tu não sabes...
Não, não és desgraçado
Desgraçado sou eu por deixar-me
Intimidar por tua face lânguida.
Pela ausência desse mundo que
Em ti não sou capaz de criar
Por que não te faço mundo?
Por que ousas com minha
Mediocridade brincar?
Faça-se genial verso fútil
Não se deixe morrer pelo
Ontem se torne o amanhã
Faça-se eterno.
[...]
E tu continuas a sorrir minhas faltas
Não sou o gênio que tu esperas
Tu não serás lido na posteridade
Serás enterrado antes de mim
E não sei quem sofre mais
Eu ou tu, nós?
Ambos seremos esquecidos numa gaveta
Seja do cemitério dos homens
Ou seja, no cemitério de poesias
Aquela minha cômoda guarda
Mil outros como ti (papel)
E tu se vingas, eis que acusas que
A gaveta que me aguarda (o cemitério)
Guardam também mil homens como eu
-Sem poesia, sem história, pessoas esquecidas!
Traídas pela gloria e que caíram
No esquecimento do tempo
- Os verdadeiros homens não são enterrados
São eles imortais que
Vivem de seus versos e em seus versos
E tu papel
Sepulta-me antes do momento!
Torna minha morte ainda mais amarga do
Que os que se encontram em gavetas frias
Tu não me ajudas: apenas sorrir-me
Limítrofe eu? Como ousas se Morreremos juntos, mas tu irás
Primeiro, ainda que isso
Signifique a minha sina também.
Em pouco tempo estarás esquecido
No fundo de uma gaveta
Esse será o seu fim, será o meu também.
Ensine-me a dar-te a vida necessária
Para que tu possas me sobrevir!
Seja como for tu estarás
Dentro de instantes esquecido No fundo de uma gaveta
Dentro de instantes!
Aguarde o esquecimento
Por que eu aguardo a minha gaveta
Eis o único fim que levamos
Medíocre Papel!
De quem é a maior desgraça?
Já estáis morta, infeliz poesia
E eu também por não dar-te a vida necessária!
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